ABES-RJ na Mídia: Presidente Renato Espírito Santo alerta sobre a poluição dos rios urbanos em entrevista ao Diário do Rio

Na última semana, o presidente da ABES-RJ, Renato Espírito Santo, foi uma das principais fontes da reportagem especial publicada pelo jornal Diário do Rio, assinada pelo jornalista Felipe Lucena. A matéria abordou o impacto crítico da poluição dos corpos hídricos urbanos no estado do Rio de Janeiro e suas consequências diretas para a saúde pública, a economia e o meio ambiente.

Durante a entrevista, o presidente da ABES-RJ destacou que cerca de 80% a 90% dos rios situados em áreas urbanas da Região Metropolitana do Rio apresentam algum grau de degradação. Segundo ele, os rios frequentemente mantêm boas condições apenas em suas nascentes, mas passam a receber grandes volumes de esgoto e resíduos ao cruzarem áreas densamente habitadas.

Impactos no ecossistema e na pesca artesanal

Rios conhecidos da capital como Faria, Jacaré, Joana, Maracanã, Irajá e Pavuna transportam poluição diretamente para a Baía de Guanabara, prejudicando severeamente os ecossistemas marinhos e a subsistência de trabalhadores locais.

“Esse material reduz a quantidade de oxigênio disponível na água, altera o equilíbrio dos ecossistemas e prejudica peixes, crustáceos, moluscos e manguezais. Como consequência, há perda de biodiversidade, contaminação do pescado e redução das áreas adequadas à pesca artesanal”, explicou Renato Espírito Santo ao portal.

Questionado sobre as estratégias para conter o problema, o presidente da seção fluminense da ABES ressaltou que intervenções isoladas não resolvem a questão estrutural. “As ações devem enfrentar a origem do problema. Medidas como as ecobarreiras ajudam a reter resíduos sólidos, mas são paliativas e não impedem que esgoto e outros poluentes continuem chegando aos rios, às lagoas e às baías. É necessário priorizar a universalização do saneamento básico, a fiscalização de lançamentos irregulares, a recuperação das margens, o controle da ocupação urbana e a educação ambiental”, pontuou Renato.

Como modelo de transformação viável, Renato citou a restauração do córrego Cheonggyecheon, em Seul (Coreia do Sul), que foi despoluído e convertido em um corredor ambiental e de lazer no coração da cidade.

Para a Região Metropolitana do Rio, o presidente reforça que revitalizar os rios gera um ciclo positivo abrangente: reduz gastos públicos com saúde, abranda o impacto de enchentes, fortalece a economia local através da pesca e do turismo e promove a valorização urbana dos espaços públicos.

A reportagem do Diário do Rio contou ainda com a participação da médica parasitologista Vera Castilho, que detalhou os riscos epidemiológicos causados por águas contaminadas e alertou sobre a importância da prevenção e da ampliação da coleta de esgoto.

Confira a matéria completa no site do Diário do Rio: https://www.diariodorio.com/90-dos-rios-localizados-em-areas-urbanas-do-rj-apresentam-algum-grau-de-poluicao/

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